Clinical Protocol v2.0
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VOCÊ SABIA?
MODELO DE SUBGRUPOS

VOCÊ SABIA?

Nem toda dor nas costas é igual — e o tratamento também não deve ser!

🎯 Objetivo: Identificar o subgrupo correto para prescrever o tratamento exato.

Avaliação é o primeiro passo!
TRIAGEM INICIAL

Avaliação é o primeiro passo!

Antes de qualquer exercício ou tratamento, é necessário saber:

  • Quais são os sinais clínicos?
  • Qual o risco psicossocial?
  • Existem comorbidades?

🧠 A escolha do caminho (médico, reabilitação ou autogerenciamento) depende disso.

Anamnese bem feita salva vidas… e colunas!
IMPORTÂNCIA DA ANAMNESE

Anamnese bem feita salva vidas… e colunas!

Perguntas fundamentais para o diagnóstico correto:

TempoA dor é recente ou crônica?
IntensidadeÉ intensa ou moderada?
ImpactoEstá limitando a funcionalidade?
Qual a fase da sua dor?
TEMPO DE DOR

Qual a fase da sua dor?

AGUDAAté 1 mês
SUBAGUDAAté 3 meses
CRÔNICAMais de 3 meses

Essa informação muda completamente o plano de tratamento!

Quanto dói?
ESCALA DA DOR (EVA)

Quanto dói?

A Escala Visual Analógica (EVA) é usada para medir a intensidade da dor de 0 a 10.

0 (Sem dor)
10 (Insuportável)
6

➡️ Essa nota é crucial para sabermos como está o quadro e como evoluir.

Dor que limita é dor que merece atenção!
INCAPACIDADE FUNCIONAL

Dor que limita é dor que merece atenção!

Aplicamos escalas validadas internacionalmente:

FABQFear-Avoidance Beliefs Questionnaire
Roland-MorrisDisability Questionnaire
PSFSPatient-Specific Functional Scale

Elas mostram o quanto a dor afeta sua vida real.

Onde dói?
LOCALIZAÇÃO DA DOR

Onde dói?

A localização da dor conta muito!

Dor Axial

Concentrada na coluna

Dor Irradiada

Espalha para glúteos ou coxas

Dor Radicular

Segue um dermátomo específico na perna

Cada padrão indica um tipo de disfunção.
Alerta vermelho!
SINAIS NEUROLÓGICOS

Alerta vermelho!

Sintomas de AlertaRequer atenção especializada imediata
Dormência
💪Perda de força
🦵Dor que caminha pela perna

Pode ser dor com comprometimento neural.

A dor está se espalhando ou se concentrando?
PERIFERILIZAÇÃO VS CENTRALIZAÇÃO

A dor está se espalhando ou se concentrando?

Periferilização

Dor se espalha (Piora)

Centralização

Dor concentra (Melhora)

Esse é um dos maiores indicadores de prognóstico na reabilitação da coluna.

Algoritmo de Decisão
CLASSIFICAÇÃO TBC

Algoritmo de Decisão

"O segredo não está apenas no diagnóstico patoanatômico, mas na resposta funcional aos testes."

Siga este algoritmo lógico para classificação:

  1. Centralização? → Sim: Exercício Específico.
  2. Agudo <16 dias + Sem dor distal? → Sim: Manipulação.
  3. Instabilidade + Jovem? → Sim: Estabilização.
  4. Dor radicular não centraliza? → Sim: Tração.
Subgrupo Manipulação
CRITÉRIOS E TRATAMENTO

Subgrupo Manipulação

Critérios de Inclusão

  • • Início recente dos sintomas (<16 dias)
  • • Sem sintomas abaixo do joelho
  • • Hipomobilidade da coluna lombar
  • • Baixo escore no FABQ (<19)
  • • Rotação interna do quadril >35° (pelo menos 1 lado)

Intervenção

Manipulação da região lumbopélvica e exercícios de mobilidade ativa.

Subgrupo Estabilização
CONTROLE MOTOR

Subgrupo Estabilização

Critérios de Inclusão

  • • Idade jovem (<40 anos)
  • • Maior flexibilidade geral (SLR >91°)
  • • "Instability catch" ou movimentos aberrantes
  • • Teste de instabilidade prona positivo

Intervenção

Fortalecimento dos músculos profundos (multífidos, transverso) e eretores da espinha.

Subgrupo Exercício Específico
PREFERÊNCIA DIRECIONAL

Subgrupo Exercício Específico

Focado no fenômeno de Centralização.

Extensão:Sintomas distal ao glúteo, centraliza com extensão. (Ex: Cobra)
Flexão:Idade >50, estenose, centraliza com flexão. (Ex: Joelhos ao peito)
Lateral Shift:Desvio visível dos ombros, preferência por translação lateral.
Subgrupo Tração
RADICULOPATIA

Subgrupo Tração

Critérios de Inclusão

  • • Sinais e sintomas de compressão da raiz nervosa
  • • Nenhum movimento centraliza os sintomas
  • • Dor irradiada para o membro inferior

Intervenção

Tração mecânica ou autotração para alívio da compressão nervosa.

O Modelo de Subgrupos mudou o jogo!
CONCLUSÃO

O Modelo de Subgrupos mudou o jogo!

Evitamos erros comuns, como colocar alguém com dor irradiada na cadeira flexora!

Avaliação antes da prescrição
Tratamento baseado em evidência
Fisioterapia personalizada